Preview #1 – Mancha

Mancha
(scroll  for english version below)

Quando escolhemos dedicar a edição nº1 da Propeller à mancha, fomos movidos por um desejo de pensar sobre fotografia abstracta. Acima de tudo queríamos investigar a natureza morfológica da fotografia, não só no que diz respeito à matéria, mas sobretudo no que transcende essa mesma matéria, transformando a fotografia numa entidade artística.

Por um lado, interessava-nos pensar sobre uma fotografia menos dependente das linhas que contornam os elementos universalmente codificados – figuras humanas, elementos naturais, etc. –, por outro lado, queríamos aventurar-nos nas profundezas do mecanismo de representação fotográfico e, aí localizados, pensar como a mancha absoluta da fotografia se constitui: como é que a fotografia é imagem? Como é que a fotografia é imagem a partir de, com e para além dos elementos que nela se imprimem?.

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Stain

When we chose to dedicate Propeller’s edition #1 to the stain, we were impelled by a desire to think about abstract photography. Overall, we wanted to investigate the morphological nature of photography, not only in respect to the material substance, but most importantly in respect to that which transcends the matter, turning photography into an artistical entity.

On the one hand, we wanted to consider the kind of photography that is less dependent on the lines that define universal codes – human figures, natural elements, etc. – on the other hand, we wanted to venture into the depths of the photographic mechanism of representation and, once situated there, to question how the absolute stain of photography is formed: how does a picture become an image? How does a photograph become an image from, with and beyond the elements that it registers?